Domingo, 29 de Junho de 2008
Saudades? Saudades de quê? De quem?

Foto by Paulo Madeira www.paulomadeira.net

 

Que saudades!
Como posso sentir saudades do que nunca tive?
Como posso  sentir saudades do que não vivi?
É como estou hoje,
Com saudades!
Morro de saudades dos sonhos que criei,
Choro de saudades das horas que imaginei,
Das histórias que sonhei.
Hoje estou assim,
Quero que o tempo vá para onde eu quero,
Para onde ele nunca esteve.
Mas a saudade é tanta que me paralisa,
É muita saudade
E nem aconteceu
E nada eu vivi.
Como se pode sentir saudades de uma época que não existiu?
De fantasias e de promessas que nunca se concretizaram?
Porquê sentir saudades de um futuro inventado
quando há um presente imenso para se viver?
Mas não se manda no coração.
O coração é pretencioso e quase sempre faz o que quer,
A razão até tenta dominar,
Mas raramente consegue.
E por causa do coração faço algumas asneiras
E fico á  espera, esperando...
Espero que tudo volte a ser como antigamente...
Ou pior,
Que tudo seja como criei nos meus sonhos mais recorrentes.

O que ouço: The story - Brandi Carlile
publicado por carlos às 22:30
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10 comentários:
De MIGUXA a 29 de Junho de 2008 às 23:55
O nosso imaginário é infinito e leva-nos tão para além da realidade que por vezes acabamos inadvertidamente, consciente ou inconscientemente, por querer viver o "irreal"...

Gostei muito das tuas palavras, parabéns

Xi-kor
Margarida
De carlos a 30 de Junho de 2008 às 17:49
Olá Margarida.
È verdade, o poder do imaginário é enorme, o meu pelo menos é e não pára nunca. Mas ainda bem que assim é, consigo ver a realidade de uma outra forma.
Beijinhos

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